Sendo devolvido juntamente com outro exemplar, o ATR 72-500 de matrícula PP-PTQ (MSN: 874) é mais uma aeronave a deixar a frota da extinta VoePass. Assim como seu “irmão”, devolvido na mesma data, o turboélice foi entregue originalmente à TRIP Linhas Aéreas e posteriormente incorporado à frota da Azul após a aquisição da companhia.
Com 17 anos de operação, o ATR acumulou passagens por quatro empresas aéreas diferentes ao longo de sua trajetória. Equipado com dois motores Pratt & Whitney Canada (PWC) PW127F, o modelo possuía capacidade para transportar até 68 passageiros durante sua operação na TRIP e na Azul. Mais tarde, já sob a Passaredo (empresa que posteriormente adotaria o nome VoePass) a aeronave recebeu um retrofit interno que aumentou sua configuração para 74 assentos.
Batizado de “Quero-Quero”, o avião recebeu, em março de 2024, uma adesivagem especial em referência ao “Projeto de cauda” para a Conferência ALTA CCMA & MRO. Além da pintura em parceria com a Algar (Imagem da capa desta matéria).
Nesta segunda-feira, o PP-PTQ realizou um voo partindo de Ribeirão Preto (RAO) com destino a Cuiabá (CGB), de onde deverá seguir viagem rumo ao seu lessor, encerrando mais um capítulo de sua história operacional.
Conforme já informado pelo Aero Jornal, este e outro ATR eram alguns dos últimos exemplares remanescentes da frota da extinta VoePass. Com a devolução dessas aeronaves, os demais modelos que ainda permaneciam vinculados à companhia já haviam deixado a frota. Ao todo, a empresa chegou a operar uma frota de 21 turboélices ATR, incluindo as versões 500 e 600 do modelo.
A VoePass enfrentou uma grave crise após o acidente envolvendo o ATR 72-500 de matrícula PS-VPB, que caiu enquanto operava o voo entre Cascavel (CAC) e Guarulhos (GRU). A situação levou a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a suspender cautelarmente as operações da companhia em março de 2025, após auditorias identificarem falhas graves e recorrentes em seus processos de gestão e supervisão operacional. Em junho do mesmo ano, o Certificado de Operador Aéreo (COA) da empresa foi definitivamente cassado, encerrando suas atividades.