Após quatorze dias em missão de ajuda humanitária na Venezuela, o Aeroporto da Pampulha (PLU), em Belo Horizonte, recebeu neste sábado (11) um Embraer E145ER, convertido para a versão militar C-99A, transportando bombeiros militares que participaram das operações de resgate e buscas no país sul-americano.
A aeronave decolou do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (GRU), levando 31 militares a bordo, com destino à capital mineira. A escolha da Pampulha está relacionada à presença de uma das bases operacionais dos bombeiros militares, que abriga aeronaves utilizadas em missões de apoio, incluindo helicópteros e aviões regionais como os Cessna Caravan.
O jato foi originalmente entregue à extinta Rio Sul Linhas Aéreas, com a matrícula civil PT-SPC, sendo configurado para transportar até 50 passageiros. A aeronave é equipada com dois motores Allison AE3007A, utilizados pela família Embraer ERJ-145.
Após sua conversão para emprego militar, o avião foi incorporado à Força Aérea Brasileira em 10 de novembro de 2004, recebendo a matrícula FAB 2522. Desde então, passou a operar como C-99A, realizando missões de transporte de pessoal, apoio logístico e deslocamento de militares.
Atualmente, a FAB conta com uma frota diversificada de aeronaves de transporte, incluindo sete exemplares do Embraer C-99A (ERJ-145), além de modelos como o Embraer E-190 (VC-2), o Airbus A330-200, o Airbus A319CJ (VC-1A) utilizado no transporte presidencial, e aeronaves de transporte tático e estratégico.
Entre os principais modelos de transporte operados pela Força Aérea Brasileira estão:
- Airbus A330-200;
- Airbus A319CJ (VC-1A);
- Embraer KC-390 Millennium;
- CASA C-295 (C-105 Amazonas);
- Embraer C-99A (ERJ-145);
- Embraer EMB-120 Brasília;
- Embraer Legacy 500/600 e Praetor 600 (VC-99).
Essas aeronaves são utilizadas em diferentes missões, como transporte de militares, apoio logístico, transporte de autoridades, evacuações e operações humanitárias dentro e fora do Brasil.
Você pode assistir através da tela abaixo o vídeo do Spotter Márcio Gustavo a decolagem para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) da aeronave que transportou os militares até Belo Horizonte.