A Promotoria da França requisitou nesta quarta-feira a responsabilização da Airbus e da Air France, investigadas por suposta negligência que levou à queda do voo AF447, na rota Rio–Paris em 2009. As empresas haviam sido liberadas no julgamento inicial, entretanto o órgão acusatório decidiu contestar o veredito.
Airbus A220-300 da companhia francesa Air France
Imagem: Leiria_Spotter
''Solicitamos a anulação da sentença que absolveu os réus'' afirmaram os dois procuradores-adjuntos em suas considerações finais, classificando a postura adotada pela defesa no Tribunal de Apelação de Paris como “imprópria”.
A fabricante Airbus e a companhia Air France foram absolvidas em primeira instância no dia 17 de Abril de 2023 pelo Tribunal Correcional de Paris, a partir da acusação de homicídio doloso. (Quando não há intenção de matar)
Os juízes apontaram que as empresas tinham responsabilidade civil e que ambas apresentaram “falhas”, porém concluíram que não ficou comprovado o nexo entre os problemas ocorridos durante o voo e a queda da aeronave. Diante disso, a Procuradoria-Geral da França contestou o veredito, e tanto a fabricante quanto a companhia aérea vêm sendo julgadas em segunda instância desde 29 de Setembro, 16 anos após o acidente.
Imagem do documentário 'A caça ao voo AF447' onde mostra restos da aeronave envolvida no acidente fatal.
O modelo do jato envolvido no acidente é um Airbus A330-200, de matrícula F-GZCP, registrado na França. O avião caiu no meio de Oceano Atlântico, na noite do dia 31 de Maio para o dia 1º de Junho.
Este acidente foi o maior na história francesa, vitimou 228 pessoas de 33 nacionalidades, contudo, eram 72 franceses e 33 brasileiros.


